
Show Notes
A gente passa boa parte da vida adulta lutando por previsibilidade. A gente quer a segurança de um boleto pago, o alento de um lençol macio, o controle sobre a nossa rotina. Num mundo que nos exige tanto, construir uma zona de conforto não parece ser apenas um desejo, mas uma questão de sobrevivência.
Mas o que acontece quando a nossa busca por conforto começa a estreitar a nossa experiência de viver? Quando o bem-estar deixa de ser um descanso e passa a ser uma anestesia contra o espanto, o imprevisível e o novo?
Essa semana, a gente te convida para um Mamilos diferente: Cris Bartis se reuniu remotamente com o antropólogo Michel Alcoforado e Ricardo Moreno, do The Summer Hunter, para conversar sobre uma experiência única que viveram na Amazônia e como pode ser transformador estar em uma imensidão onde nada, absolutamente nada, foi construído para o nosso conforto.
A partir dessa poeirinha que somos diante da floresta, a conversa se desdobra para as florestas internas da vida adulta. Onde mora a "interessança" dos nossos dias? Qual é a linha tênue entre amadurecer e simplesmente endurecer? E num atravessamento que não dá para ignorar: por que a busca por experiências e o direito ao prazer sem amarras ainda cobram um pedágio tão alto de culpa na conta das mulheres?
Puxa uma cadeira, pega um café e vem com a gente se desacomodar um pouquinho. É preciso coragem para ter uma vida que não seja apenas longa, mas vivida.
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Mamileiros e Mamiletes, sejam bem-vindos ao episódio de Outubro Rosa da última temporada do Mamilos!
Você já leu algo que parece te morder? Uma escrita que é, ao mesmo tempo, corporal, erótica e brutalmente bela? É exatamente essa a sensação de mergulhar no universo de Camila Sosa Villada, uma das vozes mais vibrantes, viscerais e necessárias da literatura contemporânea da América Latina. A autora do estrondoso sucesso O Parque das Irmãs Magníficas e do recém-lançado A Traição da Minha Língua sentou com a gente para uma troca que atravessa a alma. No Mamilos #574 nós não vamos te entregar um simples resumo literário. Nós vamos tentar entender de que matéria essa mulher fantástica é feita. Camila nos puxa pela mão para falar sobre a dualidade entre a linguagem de sua mãe, voltada para curar dores profundas, e a do seu pai, usada como arma de defesa e sobrevivência em um mundo hostil. Em um papo magnético, cru e sem qualquer filtro, ela discute como o ato de escrever é uma forma de se distanciar de si mesma e cobrar as dívidas que o mundo tem com ela. Reflete, também, sobre seus medos mais íntimos, como o aterrorizante processo de envelhecimento, a exaustão das relações afetivas e o perigo sedutor de se deixar ser "domesticada". Camila acredita que a escrita não é apenas comunicação, mas uma verdadeira cerimônia feita para embruxar o leitor. E nós garantimos: neste programa, ela lança esse feitiço direto nos nossos ouvidos. Se você já a leu e pagou suas dívidas em lágrimas, sabe que esse papo é imperdível. Se ainda não a conhece, deixe-se fascinar por alguém que sabe que a vida é um acaso e não tem medo de dançar a música que estiver tocando. ---🎥 ASSISTA MAIS CONTEÚDOS DO MAMILOS PODCAST:https://www.youtube.com/@mamilospodcast ---SIGA O MAMILOS NAS REDES:📷 Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/🎶 TikTok: https://www.tiktok.com/@mamilospodcast---🎙️APRESENTADORAS:👩🏻 Cris Bartis: https://www.instagram.com/crisbartis/ 👩🏻🦰 Ju Wallauer: https://www.instagram.com/jwallauer/ ---#MamilosPodcast #PodcastBrasil
Você já leu algo que parece te morder? Uma escrita que é, ao mesmo tempo, corporal, erótica e brutalmente bela? É exatamente essa a sensação de mergulhar no universo de Camila Sosa Villada, uma das vozes mais vibrantes, viscerais e necessárias da literatura contemporânea da América Latina. A autora do estrondoso sucesso O Parque das Irmãs Magníficas e do recém-lançado A Traição da Minha Língua sentou com a gente para uma troca que atravessa a alma.
Quando o assunto é relacionamento, a gente adora planejar a festa, a viagem, a decoração da casa, mas foge da conversa sobre como pagar por tudo isso.
Nos Estados Unidos, 68% das buscas feitas no navegador já terminam sem nenhum clique. Quando aparece um resumo gerado por inteligência artificial no topo, a chance de alguém clicar numa das fontes cai para 1%. O mercado já deu nome a esse momento: Google Zero. Quem cria conteúdo para a internet constrói há 20 anos sobre um terreno alugado. Primeiro vieram os blogs, ilhas com audiência própria. Depois, a farra do tráfego do Facebook, e a manhã em que ele despencou. Aí o Instagram pedindo formato atrás de formato, o blogueiro virando influencer, o TikTok impondo o vídeo curto como condição de existência. O resultado é uma internet com mais conteúdo do que em qualquer momento da história e, ao mesmo tempo, com cada vez mais sinais de que boa parte desse conteúdo, e da audiência que reage a ele, pode nem ser humana. No Mamilos #572 recebemos Phelipe Cruz, criador do Papel Pop, e Samir Duarte, do podcast Um Milkshake Chamado Wanda, que estavam lá desde o começo, carpindo o lote junto com a gente, para olhar de onde viemos, o que se perdeu no caminho e para onde vamos. Pega o cafezinho e vem pra essa conversa cheia de nostalgia, de desabafo e de futuro, nessa última temporada do Mamilos!