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Convidado: Reynaldo Turollo Jr, repórter do g1 em Brasília. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que os três inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, sejam enviados à primeira instância do Judiciário. As investigações que miram Lulinha têm origem no esquema de descontos indevidos no INSS – um caso no qual ele não é acusado de envolvimento. Foi ali que a Polícia Federal apreendeu o celular da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, encontrou indícios de que o filho do presidente possa ter cometido tráfico de influência. O conteúdo encontrado no aparelho de Roberta também mostra a conexão dela com Marco Aurélio Santana Ribeiro. Conhecido como Marcola, ele foi chefe de gabinete do presidente da República até julho e, segundo as investigações, recebeu dinheiro da empresária. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Reynaldo Turollo Jr, repórter que está cobrindo o caso desde o início das investigações. Turollo explica os três inquéritos, detalha quais são as suspeitas e conta qual o impacto político disso no núcleo duro da campanha de Lula à reeleição.
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Convidados: Eduardo Sincofsky, psicólogo e diretor do Projeto Plaza Pública, e Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group.
Convidado: Felipe Nunes, cientista político, professor da FGV-SP e diretor da Quaest. Saiu nesta quarta-feira (21) a segunda pesquisa Quaest para o 2º turno da eleição presidencial. O resultado aponta empate técnico, com vantagem de Flávio Bolsonaro (PL), 45%, em relação a Lula (PT), 44%. Na espontânea, os dois candidatos estão empatados numericamente com 40%, e chama a atenção um outro dado: o percentual de indecisos dobrou de 7% para 14% dos eleitores. Há mudanças significativas também nos índices de rejeição e medo. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o cientista político Felipe Nunes, que é diretor da Quaest. Felipe destaca o que vê de mais importante nesta rodada da pesquisa e analisa a percepção geral dos eleitores em relação aos candidatos. Ele também explica por que o número de indecisos e a "alienação eleitoral" serão fatores decisivos para o resultado de domingo (25).
Convidado: Pedro Fernando Nery, economista, consultor do Senado Federal e autor do livro "Extremos: um mapa para entender as desigualdades no Brasil". O programa foi criado em 2003, quando mais de 60 milhões de brasileiros viviam abaixo da linha da pobreza. Ao longo de duas décadas, o Bolsa Família se mostrou uma política pública eficiente para reduzir a pobreza e gerar efeitos positivos diretos na economia local, com contribuições também para o mercado de trabalho: um estudo da FGV aponta que beneficiários do programa ocupam 85% das vagas formais criadas desde 2023. Nesta última semana de campanha eleitoral, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trouxeram o Bolsa Família para o debate público e vêm apresentando propostas em relação a valores e regras de inclusão e permanência. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o economista Pedro Fernando Nery, autor do livro "Extremos: um mapa para entender as desigualdades no Brasil". Nery explica no detalhe o funcionamento do Bolsa Família e quais são os mecanismos que indicam a sua eficiência, e analisa também as ideias dos dois candidatos para o programa.
Convidado: Roberto Uchôa, pesquisador na Universidade de Coimbra e associado sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ex-policial federal e civil no Rio de Janeiro. Uma pesquisa Quaest publicada no mês passado mostrou que sete em cada dez brasileiros acreditam que a violência aumentou muito e que dois em cada três acham que os criminosos estão sendo menos punidos. São dados que explicam por que o tema da segurança pública é um dos mais presentes na campanha eleitoral – e mais ainda nos últimos dias. Na semana passada, o Senado discutiu em plenário a PEC da Segurança Pública e o presidente Lula (PT), em entrevista à TV Globo, afirmou pela primeira vez ser favorável à redução da maioridade penal – pauta também defendida pela oposição, mas com propostas diferentes. A entrevista de Flávio Bolsonaro (PL) colocou outro elemento em debate na arena pública: um projeto de lei que prevê o fim da identificação de munições. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o pesquisador e ex-policial civil e federal Roberto Uchôa. Uchôa explica como as armas e munições chegam às mãos dos criminosos e compara a legislação brasileira com a internacional.
Convidados: Maurício Stegemann Dieter, professor de Criminologia da USP e conselheiro da OAB-PR, e Vanessa Cavalieri, juíza titular da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Apresentada pelo governo federal, a Proposta de Emenda à Constituição que altera as atribuições da União, dos estados e dos municípios no combate ao crime foi aprovada na Câmara dos Deputados e enviada ao Senado em março. O texto ficou parado por meses, mas, na última semana, foi chancelado também pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa e levado para deliberação em plenário. Então, uma emenda foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) com o objetivo de reduzir a maioridade penal para 14 anos. Em seguida, o senador Camilo Santana (PT-CE) protocolou nova emenda, que reduziria a maioridade para 16 anos em casos de crimes hediondos. Sem acordo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tirou a votação de pauta. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois convidados. Primeiro, ela fala com o jurista criminologista Maurício Stegemann Dieter sobre os pontos fortes e pontos fracos da PEC e se a proposta pode, de fato, colaborar com o combate ao crime. Depois, ela conversa com a juíza Vanessa Cavalieri, que trabalha há mais de uma década na Vara da Infância e Juventude do TJ-RJ. Vanessa explica o contexto prisional de menores de idade e analisa se a redução da maioridade penal é uma resposta adequada ao problema da segurança pública.