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Convidado: Reynaldo Turollo Jr, repórter de Política do g1 em Brasília. A sessão dessa terça-feira (15) foi marcada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para que o plenário da Corte deliberasse sobre a abertura de uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Caso Master. Mas a análise do mérito não chegou perto de ser debatida. Logo na abertura da sessão, os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli decidiram não participar do julgamento. Na sequência, o clima de animosidade se instalou e os ministros trocaram ironias, acusações e gritos entre si. Na segunda parte da sessão, o presidente do STF pautou a votação de uma questão de ordem que propunha, entre outras coisas, juntar a análise do caso de Moraes aos questionamentos sobre a condução de Mendonça no Caso Master: Gilmar, Zanin e Moraes votaram a favor; Fachin, Mendonça, Fux e Cármen Lúcia, contra. Dino, que havia se declarado favorável, retirou o voto e pediu vista. Assim, a sessão que escancarou a guerra interna do Supremo terminou sem qualquer decisão. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Reynaldo Turollo Jr, que acompanhou o dia inteiro de atividades no STF. Turollo e Natuza revisam passo a passo do que aconteceu neste dia histórico para o Judiciário
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Convidados: Eduardo Sincofsky, psicólogo e diretor do Projeto Plaza Pública, e Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group.
Convidado: Felipe Nunes, cientista político, professor da FGV-SP e diretor da Quaest. Saiu nesta quarta-feira (21) a segunda pesquisa Quaest para o 2º turno da eleição presidencial. O resultado aponta empate técnico, com vantagem de Flávio Bolsonaro (PL), 45%, em relação a Lula (PT), 44%. Na espontânea, os dois candidatos estão empatados numericamente com 40%, e chama a atenção um outro dado: o percentual de indecisos dobrou de 7% para 14% dos eleitores. Há mudanças significativas também nos índices de rejeição e medo. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o cientista político Felipe Nunes, que é diretor da Quaest. Felipe destaca o que vê de mais importante nesta rodada da pesquisa e analisa a percepção geral dos eleitores em relação aos candidatos. Ele também explica por que o número de indecisos e a "alienação eleitoral" serão fatores decisivos para o resultado de domingo (25).
Convidado: Pedro Fernando Nery, economista, consultor do Senado Federal e autor do livro "Extremos: um mapa para entender as desigualdades no Brasil". O programa foi criado em 2003, quando mais de 60 milhões de brasileiros viviam abaixo da linha da pobreza. Ao longo de duas décadas, o Bolsa Família se mostrou uma política pública eficiente para reduzir a pobreza e gerar efeitos positivos diretos na economia local, com contribuições também para o mercado de trabalho: um estudo da FGV aponta que beneficiários do programa ocupam 85% das vagas formais criadas desde 2023. Nesta última semana de campanha eleitoral, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trouxeram o Bolsa Família para o debate público e vêm apresentando propostas em relação a valores e regras de inclusão e permanência. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o economista Pedro Fernando Nery, autor do livro "Extremos: um mapa para entender as desigualdades no Brasil". Nery explica no detalhe o funcionamento do Bolsa Família e quais são os mecanismos que indicam a sua eficiência, e analisa também as ideias dos dois candidatos para o programa.
Convidado: Roberto Uchôa, pesquisador na Universidade de Coimbra e associado sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ex-policial federal e civil no Rio de Janeiro. Uma pesquisa Quaest publicada no mês passado mostrou que sete em cada dez brasileiros acreditam que a violência aumentou muito e que dois em cada três acham que os criminosos estão sendo menos punidos. São dados que explicam por que o tema da segurança pública é um dos mais presentes na campanha eleitoral – e mais ainda nos últimos dias. Na semana passada, o Senado discutiu em plenário a PEC da Segurança Pública e o presidente Lula (PT), em entrevista à TV Globo, afirmou pela primeira vez ser favorável à redução da maioridade penal – pauta também defendida pela oposição, mas com propostas diferentes. A entrevista de Flávio Bolsonaro (PL) colocou outro elemento em debate na arena pública: um projeto de lei que prevê o fim da identificação de munições. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o pesquisador e ex-policial civil e federal Roberto Uchôa. Uchôa explica como as armas e munições chegam às mãos dos criminosos e compara a legislação brasileira com a internacional.
Convidados: Maurício Stegemann Dieter, professor de Criminologia da USP e conselheiro da OAB-PR, e Vanessa Cavalieri, juíza titular da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Apresentada pelo governo federal, a Proposta de Emenda à Constituição que altera as atribuições da União, dos estados e dos municípios no combate ao crime foi aprovada na Câmara dos Deputados e enviada ao Senado em março. O texto ficou parado por meses, mas, na última semana, foi chancelado também pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa e levado para deliberação em plenário. Então, uma emenda foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) com o objetivo de reduzir a maioridade penal para 14 anos. Em seguida, o senador Camilo Santana (PT-CE) protocolou nova emenda, que reduziria a maioridade para 16 anos em casos de crimes hediondos. Sem acordo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tirou a votação de pauta. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois convidados. Primeiro, ela fala com o jurista criminologista Maurício Stegemann Dieter sobre os pontos fortes e pontos fracos da PEC e se a proposta pode, de fato, colaborar com o combate ao crime. Depois, ela conversa com a juíza Vanessa Cavalieri, que trabalha há mais de uma década na Vara da Infância e Juventude do TJ-RJ. Vanessa explica o contexto prisional de menores de idade e analisa se a redução da maioridade penal é uma resposta adequada ao problema da segurança pública.