
Show Notes
Chegamos ao quinto e último episódio da 2ª temporada trazendo a ayhuasca, uma bebida de povos indígenas doocidente da Amazônia muito poderosa. É uma mistura de duas plantas, um cipó e ma folha, e que realmente é muito eficaz para lidar com transtornos de humor, para lidar com a ansiedade, depressão, uso problemático de substâncias, com efeitos que são fisiológicos e que são psicológicos, e também efeitos espirituais.
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Este é o quinto e último episódio da terceira temporada do Podcast Axé das Plantas. Escolhemos falar de duas árvores frutíferas da caatinga brasileira, o licurizeiro e o umbuzeiro. Os frutos que elas dão representam alimento, saúde, movimentam a economia e cultura. Além do trabalho coletivo, sobretudo de mulheres. Seja no extrativismo, seja no beneficiamento dos frutos ou no artesanato. Por essas conexões, nós decidimos integrar essas duas árvores frutíferas.
O 4º episódio do podcast Axé das Plantas é sobre a Jurema, sua dimensão sagrada e cultural, sua botânica, sua química e o interesse farmacológico que desperta, especialmente pelos efeitos de alguns de seus compostos no sistema nervoso. E, transversalmente, vamos conhecer mais sobre a presença indígena na Caatinga, seus enfrentamentos e suas formas de resistência. A jurema é uma planta que desperta interesse de estudo na farmacologia dada a presença em altas concentrações do composto dimetiltriptamina – ou DMT, uma molécula natural que aparece tanto nas plantas, quanto em nós, animais. Essa substância psicodélica é encontrada nas cascas e nas raizes de algumas espécies, o que despertou o interesse de estudos recentes nas universidades brasileiras pelo seu potencial no tratamento de doenças como a depressão.
O juá ou juazeiro é uma espécie nativa e não endêmica do Brasil e se espalha do Piauí até o norte de Minas Gerais. Cientificamente é chamada de Sarcomphalus joazeiro, antes como Ziziphus joazeiro.Na caatinga, especialmente as pessoas mais velhas, se orgulham de mascar um pouco das folhas do juazeiro para tratar incômodos, inflamações ou mesmo garantir a higiene. Do ponto de vista da farmacologia, já se identifica enorme potencial da planta na atividade antimicrobiana.Estudos mostram eficácia por alto teor de saponinas, que compostos tensoativos que conferem propriedades detergentes de baixa abrasividade, ideais para uso em cremes dentais e produtos de higiene oral. Os metabólitos secundários da planta são capazes de matar microrganismos patogênicos e exercem efeitos anti-inflamatórios, o que os torna muito eficazes na prevenção e no combate à gengivite e sapinho.
Mandacaru, coroa ou cabeça de frade, facheiro, xique-xique são as cactáceas, fazem parte do imaginário do Nordeste Brasileiro e são espécies centrais na caatinga. Espécies adaptadas ao clima semiárido, essas plantas sabem se proteger com seus espinhos, mas também com a capacidade de perder as folhas nos períodos de estiagem e armazenar água abundante em seu caule. A população do sertão se identifica, se espelha e se irmana com as características dessa vegetação. Para bem viver na caatinga, é preciso conviver com seus desafios e saber armazenar bem água e alimentos. E nas horas de escassez, as cactáceas nutrem corpo e mente.
Extremamente presente e marcante na Caatinga, a Catigueira é conhecida popularmente também como “pau-de-rato” ou “catinga-de-porco”, resiste ao semiárido, é a primeira a renascer quando chegam as chuvas. Ela tem sido usada amplamente na medicina tradicional, suas cascas, folhas, flores e raízes são utilizadas na forma de decocção e infusão para o tratamento de gastrite, cólica, diarreia, asma, bronquite, diabetes, inflamação, além de apresentarem atividade curativa.