
Show Notes
O Brasil enfrentou, no começo de setembro deste ano, um dos piores desastres climático-ambientais em décadas. A enchente do Rio Taquari-Antas, RS, causou cinquenta mortes e levou destruição a várias cidades em suas margens, deixando milhares de desabrigados e desalojados em mais de cem municípios. A água escoou segundo a implacável lei da gravidade, mas seu trajeto destrutivo foi fruto da ação humana! Aquecimento Global e eventos climáticos extremos, chuvas excessivas, descaso ambiental com desmatamento de encostas e margens de rios, expansão urbana desenfreada e legislações lapsas e em constante desidratação… Muitos fatores convergiram para causar esse desastre “desnatural” (ouça nosso episódio T02E04), mas quanto disso poderia ter sido evitado se governantes e cidadãos adotassem uma visão sistêmica, científica do mundo em que vivemos? O grande José Lutzenberger explicava, já em 1974, que “devemos compreender que a ecosfera é uma unidade funcional, onde todas as peças são complementares. Não podemos causar danos apenas locais. Tudo está ligado com tudo”. Para destrinchar esse assunto de tanta urgência convidamos – neste que é nosso quingentésimo programa - Rualdo Menegat (Depto Paleontologia e Estratigrafia, IGeo) e Paulo Brack ( Depto Botânica, IB). Conversando com eles, Jorge Quillfeldt (Depto Biofísica, IB) e Jeferson Arenzon (Depto Física, IF), todos da UFRGS.
Produção e edição: Jorge Quillfeldt Créditos da Imagem: Marcelo Caumo - Agência Brasil, 05set2023
More from Fronteiras da Ciência
O episódio de hoje foge um pouco do nosso formato usual e é uma parceria entre o podcast Oxigênio da Unicamp e o Fronteiras da Ciência. O ano de 2025 foi declarado pela Unesco como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologias Quânticas, celebrando os 100 anos do desenvolvimento das equações fundamentais que estruturaram, matematicamente, a Mecânica Quântica. O roteiro, escrito pela Eduarda Moreira e a Mayra Trinca, e narrado pela própria Eduarda e o Guili Arenzon, faz um apanhado geral do que é a Mecânica Quântica mas também explica o que muita gente considera mas que não faz parte da teoria, o misticismo quântico. A maioria das entrevistas foi gravada em julho de 2025 durante a conferência "Os 100 anos da física quântica", organizada pelo IF-UFRGS.
Episódio T05E15 (remasterizado, continuação do T04E12) que conta o lado pessoal de um dos mais importantes físicos do século XX, Paul Dirac. Neste episódio, Marco Aurélio Idiart (IF-UFRGS), Jorge Quillfeldt (Biofísica-UFRGS) e Jeferson J. Arenzon (IF-UFRGS) conversam com Fernanda Steffens (atualmente ligada à Universidade de Bonn na Alemanha).
Para comemorar que 2025 é, segundo a UNESCO, o Ano Internacional da Quântica, remasterizamos um episódio de 2013 sobre um dos mais importantes físicos do século XX, Paul Dirac. Paul Adrien Maurice Dirac foi um notável matemático e físico britânico cujo papel foi essencial na construção da moderna mecânica quântica. Entre suas tantas contribuições, formulou a chamada equação de Dirac, a generalização relativística da equação de Schrödinger – com quem dividiu o Nobel em 1933. Em uma conferência dada em Moscou, em 1956, alguém lhe perguntou qual seria sua filosofia da física e respondeu escrevendo no quadro “Leis físicas devem sempre ser matematicamente belas” – apesar da lenda de que este quadro esteja preservado até hoje, a imagem certamente não desapareceu do imaginário acerca de tào estranha personalidade. Neste episódio sobre o físico e esquisitão inglês, Marco Aurélio Idiart (IF-UFRGS), Jorge Quillfeldt (Biofísica-UFRGS), Jeferson J. Arenzon (IF-UFRGS) conversam com Fernanda Steffens (atualmente ligada à Universidade de Bonn na Alemanha).
Sexo! Eis, aí, um assunto do qual todo mundo acha que entende, mas poucos sabem explicar com precisão… O que é Sexo, afinal? Mesmo defini-lo comporta tantas ideias diferentes que não é raro nos perdermos. Mas para acabar com a confusão, nada como começar por saber o que a natureza nos mostra. E quem melhor para abordar isso que os biólogos? Ou melhor, as biólogas: neste Front da Ciência conversamos com as colegas Helena Romanowski e Maria João Ramos Pereira, ambas do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da UFRGS. Para animar o debate, participam Carolina Brito (IF-UFRGS) e – representando a minoria - Jorge Quillfeldt (IB-UFRGS).
Em biologia, a variabilidade genética leva a uma diversidade de formas e funções que aumenta a probabilidade de uma espécie encontrar soluções evolutivas em um ambiente em constante mudança. Como analogia, o conceito de diversidade se aplica também às sociedades humanas, em múltiplas escalas, onde significa passados, ancestralidades, experiências e culturas diferentes. Em ambos os casos há ampla evidência empírica dos benefícios que podem ser amplificados pela diversidade. Para discutir esse tema, inexplicavelmente controverso, a convidada é Márcia Barbosa, atual reitora e professora do Instituto de Física da UFRGS. Participam também Jorge Quillfeldt (IB-UFRGS), Carolina Brito (IF-UFRGS) e Jeferson Arenzon (IF-UFRGS).