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Quanto vale uma árvore?

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Os créditos de carbono surgiram com a ideia de trazer um apelo econômico para a preservação ambiental: pega-se uma área ambiental e se estima quanto de carbono ela absorveria da atmosfera. Cada tonelada de carbono absorvida gera um crédito, e esse crédito pode ser vendido para empresas que, por exemplo, desmataram por causa do seu modelo de negócio. Mas dá mesmo para transformar a capacidade das árvores capturarem CO2 e soltarem oxigênio em dinheiro? Neste episódio especial de preparação para a COP30, mostramos como os créditos de carbono são recheados de polêmicas. Há denúncias de projetos de créditos que foram calculados sem existirem, de dinheiro entrando em iniciativas sem comprometimento ambiental verdadeiro, de comunidades tradicionais sendo deixadas de lado… A íntegra da nota de esclarecimentos da Verra, organização que emite certificados de crédito de carbono, você encontra no nosso site. O endereço é www.cienciasuja.com.br . O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o nosso site. Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube.

Posicionamentos da Verra, traduzidos do inglês via chatGPT

Sobre os projetos de crédito de carbono em Portel

“Com relação aos três projetos no Brasil, só conseguimos identificar dois a partir do artigo que você compartilhou:

Projeto REDD Rio Anapu-Pacajá (2252) · Projeto REDD+ Pacajá (981)

Ambos os projetos estão atualmente passando por uma revisão de controle de qualidade. A Verra não comenta sobre projetos que estão em processo de revisão, mas atualizará a página do projeto no Registro da Verra assim que a revisão for concluída. O processo de revisão de controle de qualidade tem como objetivo monitorar e mitigar o risco de descumprimento das regras do nosso programa, incluindo possíveis casos de fraude. A Verra inicia esse processo quando toma conhecimento de uma possível não conformidade de um projeto com as regras do programa da Verra.”

Sobre o estudo que analisou 95 projetos de crédito de carbono auditados pela Verra

(nota publicada em inglês: https://verra.org/verra-views/beyond-the-headlines-a-constructive-response-to-criticism-of-validation-and-verification-in-the-vcm/) Além das Manchetes: Uma Resposta Construtiva às Críticas sobre Validação e Verificação no Mercado Voluntário de Carbono (VCM) Um artigo recente publicado pela Faculdade de Direito da Universidade da Pensilvânia, intitulado “Third-Party Auditing Cannot Guarantee Carbon Offset Credibility” (“Auditorias de Terceiros Não Podem Garantir a Credibilidade das Compensações de Carbono”), faz críticas ao mercado voluntário de carbono (VCM) e ao papel dos auditores nesse sistema. A Verra acolhe o escrutínio — ele é essencial em qualquer sistema que busque gerar impacto climático real. No entanto, esse escrutínio precisa estar fundamentado em justiça e rigor, e, infelizmente, esse artigo falha em ambos os aspectos. O artigo faz referência a 95 projetos certificados pela Verra que foram posteriormente rejeitados ou suspensos, sugerindo uma falha sistêmica no processo dos órgãos de validação/verificação (VVBs). Porém, uma análise mais detalhada revela o quão problemática é essa conclusão. Como os próprios autores observam, eles selecionaram 95 projetos que “sabiam ter superestimado créditos” (de um total de 2.485 projetos registrados na Verra). Contudo, em vez de conduzirem uma revisão independente e rigorosa, os autores confiaram sem questionamento em pesquisas e conclusões de outros estudos e reportagens, parecendo inclusive ter trabalhado de trás para frente a partir de uma conclusão pré-determinada. As conclusões dos autores não são sustentadas pelas fontes citadas e, portanto, estão repletas de fatores de confusão, exigindo

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