
Show Notes
Num dia quente de outubro de 2014, duas bolotas apareceram numa praia cearense. Eram dois peixes-boi recém-nascidos – gêmeos, uma raridade – e foram salvos pela Aquasis, uma ONG que se especializou nesse tipo de resgate.
Os gêmeos, batizados de Tico e Teco, passaram os seguintes anos em reabilitação. Tico dava um pouco mais de trabalho: era um pouco mais devagar, um pouco mais arisco, e muito agarrado no gêmeo dele. Quando Teco morreu aos quatro anos, temeram também pela vida do irmão – mas em vez disso, Tico desabrochou. Tanto que em julho de 2022, ele foi o quinto peixe-boi solto pela Aquasis para tentar a vida livre.
Começou ali uma peregrinação que passou por três países e mobilizou pesquisadores pelo Caribe afora. E assim como Ulisses, da Odisseia, Tico também enfrenta dificuldades homéricas para voltar para casa. Por Flora Thomson-DeVeaux
A transcrição do episódio está disponível no site da Rádio Novelo: https://bit.ly/transcriçãoep169
Membros do Clube da Novelo podem ouvir os episódios do Rádio Novelo Apresenta antecipadamente, além de ter acesso a uma newsletter especial e a eventos com a nossa equipe. Quem assinar o plano anual ganha de brinde uma bolsa da Novelo. Assine em https://www.radionovelo.com.br/clube
Inscreva-se no canal da Rádio Novelo no YouTube: https://www.youtube.com/@R%C3%A1dioNovelo
Siga a Rádio Novelo no Instagram: https://www.instagram.com/radionovelo/
Palavras-chave: peixe-boi, vaca marinha, Aquasis, resgate, manatí, manatee, Venezuela Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
More from Rádio Novelo Apresenta
Quando tinha quatro anos, em 1973, o menino Dudu foi preso junto com a mãe – uma militante de um grupo de oposição à ditadura – e levado para a sede do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de Minas Gerais. Ele não sabe ao certo quanto tempo passou lá dentro, mas sim que a experiência marcou um antes e um depois na vida dele. Quem entrou no DOPS foi o menino “Dudu”, mas quem saiu foi o Eduardo. E hoje, mais de 50 anos depois, ele foi procurar pistas da criança que ele foi, uma identidade há muito tempo deixada para trás. Por Vitor Hugo Brandalise.
Em maio de 2026, a nossa equipe começou a acompanhar um assunto que andava saindo em várias matérias: pessoas de diferentes partes do Brasil que tinham levado um susto ao olhar a própria carteira de trabalho digital – elas estavam registradas como presidentes da república. A justificativa do governo era que simplesmente tinha acontecido um erro de cadastro. O RH da empresa ou do órgão público por onde aquela pessoa passou tinha colocado o código da profissão errada na hora de registrá-la.
Um filho redescobre a mãe e um pesquisador descobre o avô do recado de zap.